quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ainda mais fotos











































BÓNUS!!! Vídeos do Pouca-Terra





Ouçam o comboio a arrancar:


sábado, 25 de outubro de 2008


Hoje andámos num comboio a vapor! YAY!


E estivemos aqui! Chegámos no comboiozinho maravilha \m/

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

LOSE THE GAME

If you are reading this, it means you've just LOST THE GAME!

GAME RULES
RULE 1: You are playing The Game.
RULE 2: Whenever you think about The Game, you lose.
RULE 3: Loss must be announced.

Check it at www.losethegame.com

The cow goes shazooooooooh.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Just some fotos


Großer Garten




Sächsische Schweiz

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Vortex



Hoje o Areal chegou. Andámos a mostrar-lhe a cidade e os bons habitos dos alemães.

Com ajuda divina (e do guia que consultámos no aeroporto) encontrámos um Vortex em Neustadt. Ahahah! Aqui ficam as fotos :D



Este Vortex não é brincadeira! Depois de atravessar não há volta atrás... Vocês é que sabem... A vida é vossa... Não digam que eu não vos avisei! Não acreditam?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Visita à suíça (da saxónia)


No domingo resolvemos apanhar o comboio e ir até à Suíça da Saxónia, Sächsische Schweiz. Cerca de 40 minutos depois chegamos a Bad Schandau. Não conseguimos encontrar nem a ponte nem o castelo que queriamos visitar, mas mesmo assim valeu a pena: encontrámos alemães simpáticos, gozamos com os resmungões que estavam numa fila de meia hora e metemo-nos num barco que não sabiamos para onde ia...

Aqui ficam as fotos.






quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Good day, Twilight night

O dia até começou bem, depois dos quase 20 € gastos em telemóvel para ligar para os senhores da DHL para conseguir entender como é que é possível alguém ter recebido a encomenda e assinado com o nome Lenk Gomes, conseguimos finalmente reaver a minha encomenda enviada de Portugal. Estava dois prédios ao lado da nossa residência (era pa despistar) com uma senhora muito simpática que falava inglês pelos cotovelos ou por qualquer outra parte do corpo que dificultava a compreensão.

Depois tivemos a palestra de boas-vindas. Chegamos uma hora atrasados a esta magnífica palestra importantíssima feita exclusivamente para alunos estrangeiros dada unicamente em alemão. Nada que já não estivessemos à espera. Mas o dia continuou a correr maravilhosamente bem, conseguimos convencer os tutores de informatica que as pessoas que não falavam língua de cão estavam em maioria, pelo que fomos (quase) totalmente guiados em inglês. Conhecemos o nosso edifício, os nossos colegas e um sem número de regras de etiqueta importantíssimos e completamente diferente da realidade portuguesa como por exemplo, tratar sempre o professor por você e não por tu.

Depois coisas estranhas começaram a acontecer. Vimos um rapaz na cantina que conseguiu conter o próprio vómito com as mãos durante mais de 50 metros, fomos ao foreigners office exactamente no dia em que este fechava. Mas nós não queriamos acreditar no que ainda estava para vir.

O dia atingiu o seu auge quando eu finalmente recuperei o meu portátil. Afinal já estava arranjado há uns dias. "Mas porque é que nao me ligaram?", "Ah não deu ligação", "Mas porque é que não me mandaram um e-mail?", "Ah! Pois... Voltou para trás!".

Pronto ok não interessa! Já tenho o meu portátil! Finalmente passadas duas semanas já voltei a ter o meu portátil, já posso regressar ao mundo digital, já posso trabalhar, já....
Ok afinal não. What is the odds? Centenas e centenas de quartos nesta residência e eu tenho exactamente o quarto cuja porta do switch não funciona.
Depois de 3 visitas consecutivas ao moço que trata da internet aqui nesta Haus, que até fala inglês e insiste constantemente que eu também sei ladrar como ele, lá o consegui obrigadar a deslocar-se aos meus aposentos para verificar que realmente comigo é sempre algo de mais transcendente que se passa. O moço lá me deixou ficar com a porta de alguém com a condição de que se a pessoa "dona" da porta reclamar eu irei ficar sem net ate o problema ser resolvido.

Baaaahhhh, let's go on... Jantar e ovos feitos pelo Bruno saídos da casca. Realmente achei que deveria aproveitar um bocadinho o tempo que me resta de internet para por algumas coisas em dia. (Re)Começar a trabalhar... Tem que ser... Mas o elevador não funciona. O que raio se passa hoje? Depois de uma hora e pouco no meu quarto a tentar construir a minha 4 frase do dia é que tudo começa a descarrilar. PPPPPPUUUUUUUMMMMMM!!! PPPPPUUUUUUMMMMM!!!
????
WTF? Mas o que é que se passa aqui? Vou à janela e tenho uma gosma branca gigante colada no meu vidro. OOOOWWOOO? Mas o que é isto? Ligo-lhes para lhes contar. O Animé não entende nada do que eu tou a dizer e diz-me que já estão no bar (que depois vim a saber q estavam a caminho do bar mas ainda estavam à porta do apartamento do not).
Eles vão ao bar e já está fechado (fechava à meia noite) e eu peço-lhes pa virem ao meu quarto, mas eles não entendem porque... Chegam e ficamos todos a conspirar sobre o que é aquilo que está no meu vidro...
"Isso foi um pássaro que se aliviou pa cima" dizia um, "Só se for um ganda pássaro", dizia outro.
De repente ouve-se outra vez, PPPPPUUUUMMMM! Mais uma cena gosmenta e estranha está no meu vidro.
Começamos todos a ficar assustados. Chegamos à conclusão que era papel molhado. O Bruno nem queria abrir o vidro mas não era por medo, era por nojo, dizia que era papel urinado e mandando por alguém.

Resolvemos sair e dar uma volta. O Bruno ia sempre à frente e cheio de ânsia de encontrar pessoas para lhes dar uma valente lição! "Se eu os apanho!", dizia ele.
Não encontrámos ninguém, só bancos com molas e churrasqueiras no parque. Estava tudo completamente deserto. De facto, com tantos quartos podiamos contar pelas mãos o número de quartos com luzes acessas.

Para o bem do Animé fomos levá-lo ao comboio em Haupbanhof (leia-se AupBainhóf). Ele estava com medo de perder o tram e quis começar a correr. Obviamente que não o deixamos... "Correr faz-te mal Animé, ainda torces um pé!" dizia o Bruno. Realmente não valia a pena, o nosso amigo apanhou o tram sem problema e nós apanhamos o 3 de volta para a nossa residência.

Ninguém conseguia adormecer e portanto fomos ver um filme. Pode ser o 300! "Sim esse é bom porque não mete muito medo" dizia eu. "Medo... Pffff... És mesmo uma menina" dizia o Bruno.
No final do filme combinamos que eu não me podia deitar sem antes escrever este post aqui.
Mas o dia não tinha acabado, fico-me a perguntar se devo ir de escadas ou de elevador. Tenho medo que ele encrave outra vez. Quando as portas abrem reparo que o chão está completamente coberto de álcool (ou urina segundo o Bruno, aquela que foi usada para enviar as mensagens de papel assustadoras para o meu vidro).


Pronto... Pronto... Vou de escadas! Mas agora tenho mesmo que escrever este post!

domingo, 5 de outubro de 2008

Visita ao GAG18



Sexta-feira dia 3 de Outubro, feriado na Alemanha.


O Animé, como tem acontecido todas as sextas e sábados, passou a noite desesperado a tentar convencer-nos a sair. Ninguém quer. Uns querem acordar cedo amanha para ir à feira, outros estão doentes e querem ir dormir.

Uff... Processen! Passadas algumas (longas) horas de debate temos a brilhante ideia de ir conhecer o bar que inspirou o nosso blog:

"E se fossemos ao GAG18? Há la uma festa de modern rock!". Acho que ninguem queria saber da festa. O Anime queria simplesmente ir sair e nós simplesmente não queriamos andar muito. Convencemos outro português e uns franceses a virem tambem.

O Anime passou-se de vez com a nossa lentidão e foi andando para o bar sozinho com o Kabir. Grande erro! O Bruno decidiu ficar em casa pa dormir. Grande erro também!

Nós entramos uns minutos depois e assim que passamos a porta começamos a questionar a nossa segurança. "Mas mas... O que é isto?" dizia o not. "Vamos ficar sem órgãos" dizia eu.

De facto, algo de estranho se passava naquele bar. Sem nos apercebermos, demos por nós envolvidos por uma raça de algo que não se pode considerar humano: metaleiros no seu estado mais puro. Botas de biqueira de aço, casacos de cabedal até aos pés, rimmel nos olhos e na cara, collants de malha nos braços, 10202312321 pulseiras e cintos e outras coisas com bicos. Havia outros que conseguiam sobressair pela sua originalidade, como por exemplo, arame farpado no pescoço.

Assim que entrámos no bar e começamos a procurar os nossos amigos com medo que estes já estivessem a ser utilizados em algum sacrificio. Depois de entrar em meia dúzia de salas e de ver coisas cada vez mais estranhas, conseguimos encontrá-los.

"Ahh! Ainda estão vivos! Mas afinal onde é que nós estamos?". Ninguém sabe. Deixamo-nos ficar por ali a contemplar o espectaculo. Assistimos ao grande climax quando começou a tocar Rammstein. Os metaleiros levantaram-se todos e começaram a correr para o dance floor. Gritavam em uníssono ao som da música, utilizando o seu cabelo para fazer head bang. Foi realmente um espectaculo memorável.

Mas durou pouco tempo, o bar fechava às 2h e um dos responsáveis do bar, que já tinha tentado a sua sorte com a miúda francesa, expulsou-nos por volta das 2.30h. Mas não sem antes nos fazer prometer que voltariamos lá e que beberíamos uma cerveja com ele.

A noite acabou no nosso magnifico hall de entrada da residência. Aí discutimos assuntos importantíssimos como batatas, culinária e slang francês. Assuntos tão importantes que fizeram o Animé perder o tram. Duas vezes.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Gag18


Finalmente chegámos à Interneta! Éramos para ter feito isto desde o primeiro dia, mas com a papelada que tinhamos de tratar foi difícil. Aqui fica o sumário das nossas aventuras mágicas até agora:

Primeiro Dia:

A viagem foi um pouco atribulada, com as choradeiras no aeroporto, a turbulência no avião, o passageiro muçulmano que queria libertar gás mostarda no avião mas que eu e o Not conseguimos imobilizar e atirar pela janela, o funcionário da alfândega em Colónia que me queria despir, o tempo nenhum que tinhamos para mudar de avião com a fila de 27km para o check-in, e as malas que nunca mais apareciam e pensámos que tinham ido no avião errado.
Assim que as malas apareceram fomos lá fora ver se aparecia um táxi e já lá tavam uns quantos, como nós eramos muitos precisavamos de uma carrinha, mas pelas regras tinhamos de apanhar o primeiro táxi da fila. Era um carro comprido,

mas onde claramente as nossas malas não cabiam, só que o alemão disse "cabe, cabe!".
Mas não coube.
Então fomos noutro, que já era uma carrinha com C grande e cabeu as malas todas. O táxista era o alemão mais simpático que encontramos até agora. Falava Inglês! Dissemos-lhe que nos tinham dito que aqui ninguém fala Inglês, e ele ficou ofendido e disse para esquecermos isso, e nós ficámos contentes. Éramos tão ingénuos nessa altura. Hoje em dia compreendemos que realmente a maior parte dos locais sabem falar Inglês, mas não falam Inglês. O Not viu uma garrafa de Champagne na porta do lado dele, mas referiu-se a ela como "a bebida que se usa na passagem de ano", para o senhor não perceber.
Anyway, ele foi apontando para algumas coisas e falando da cidade, e da Alemanha. Das poucas coisas que lhe perguntei foi como se diz 'gelado' em Alemão. É 'eis', que é a mesma palavra que 'gelo'. Perguntou-nos se queriamos dar uma volta um pouco maior, mais 5 minutos e €2.00, para ver uma vista com os monumentos todos da cidade. Tinhamos presente a fama dos taxistas Lisboetas em entrujar os turistas, mas ele parecia honesto e dissemos que sim. Uns segundos mais tarde, virámos à direita, e tivemos das vistas mais bonitas que há por aqui. Parou o carro por cima da Augustusbrücke ('Ponte do Augustus', um gajo importante por aqui), deixou os 4 piscas e fomos ver as margens do Elb

e, e depois apontou os monumentos que se viam da ponte, que eram quase todos os monumentos importantes da cidade: A Câmara Municipal, a Frauenkirche, e outros quantos na mesma zona.


Quando chegámos ao Hostel, o senhor perguntou se gostávamos de cerveja Alemã. Nenhum de nós era especialista em cerveja, e o táxista (não chegámos a saber o nome dele) disse que tinhamos de provar, e que a melhor de todas era sem dúvida a Radeberger (Radeberg é o nome de uma zona aqui do sitio). Então ele ofereceu-nos a garrafa de champagne, que afinal não era de champagne, mas sim da tal cerveja. Ficámos muito agradecidos, demos-lhe uma nota de €20.00 e lá fomos. O Hostel era muito giro, a recepcionista era uma senhora jovem com muitos artefactos de metal pregados ao longo da cara e das orelhas. Era no segundo (terceiro?) andar.



Levei eu as malas todas sozinho e não me custou nada. O apartamento era muito giro, muito bem equipado, com TV e RTPi. Fomos ao LIDL que tava quase a fechar, comprar coisas para o jantar.

Foi complicado explicar em Inglemão o que são natas. Lá trouxemos tudo e viemos jantar. Depois do jantar o Animé foi lá ter a casa, e ficámos a ver um filme no computador.

Não fizemos mais nada. Não há absolutamente mais nada a dizer sobre essa noite.

Segundo dia:

Levantámo-nos e cheirámos o orvalho da Saxónia pela primeira vez. Depois de eu trazer sozinho, outra vez, as malas de toda a gente para baixo, fomos fazer o check-out. Como viram que éramos pessoas sérias e honestas nem foram verificar o apartamento, devolveram-nos logo a caução.
Ainda bem.
Apanhámos o Tram, que é tipo um eléctrico mas mais avançado, para a parte Sul do rio, Altstadt ('Cidade Velha', em oposição à margem norte, Neustadt - 'Cidade Nova'). Parámos mesmo em frente à Studentenwerk que é onde tratamos das coisas todas, e tivemos muita sorte porque houve uma menina Russa muito simpática, a Marina, que estava lá a receber os recém-chegados. Pelo que sei agora, ela só lá está às 3as e 5as feiras.
Deu-nos um panfleto com uma mensagem de boas-vindas, umas excursões para fazermos, e o mail dela para qualquer problema que tivéssemos. Convidou-nos a irmos com ela nessa tarde tratar da papelada necessária, o que nos facilitou muito a vida, até porque ela fala bem Alemão. Depois de almoçarmos pela primeira vez na Alte Mensa ('cantina velha') e termos despejado a tralha nos apartamentos, la fomos ter com ela e vimos um pouco da cidade. A arquitectura aqui é linda, como vão poder ver assim que eu conseguir meter algumas fotos online.
Os apartamentos não desiludiram, excepto quando vimos o da Sofia. Aí ficámos todos desiludidos com os nossos, menos ela, que ficou contente.
Conhecemos uma Portuguesa e uma Brasileira que também vão estudar cá, e fomos todos com a nossa baby-sitter tratar das coisas. Tratámos do registo de residência na cidade, dos títulos de transporte, mas o mais importante foi acharmos uma loja da Apple para a Sofia.
Voltámos para casa para jantar qualquer coisa, e preparámo-nos para outro dia cheio na manhã seguinte.
Algures durante o dia, avistámos em frente à residência a placa que podem ver no cabeçalho do blog. Ainda hoje não sabemos o que quer dizer Gag18. Mas Kellerklub quer dizer qualquer coisa como 'Clube da Adega'. Estamos intrigados. Mas ainda não fomos lá. Aquilo tem um horário esquesito.

Resto dos dias:

Fez ontem uma semana que aterrámos. Já tratámos da papelada toda, finalmente. Os alemães são um bocado complicados. Temos visto alguns bares, mas temos de arranjar alguém que conheça isto melhor porque ainda não vimos nada que enchesse a vista. Ontem fomos sair com a Marisa, e mais uns quantos Erasmus, para um bar mesmo aqui ao pé. É dificil arranjar sitio para sair deste lado do rio. Fomos corridos de lá à meia-noite. Tentei experimentar os cocktails todos, que tão em promoção às 3as e 5as, mas faltou-me dinheiro. Conheci um indiano muito amigável que estava com o mesmo problema.
O frio ainda não é nada de especial, mas tamos receosos. Ainda ontem começou Outubro. Já é dificil estar na rua a partir das 01h00 ou assim. Ouvimos dizer que quando for a sério, anoitece às 16h00 =O a essa hora acabamos nós de almoçar! Agora percebemos porque raio eles fazem tudo tão cedo.
Ainda não conhecemos muito da universidade, quase só a rua principal. É estranho, porque o campus fica assim no meio da rua, não há vedação nem controlo de acesso, apenas um punhado de ruas e edificios onde podia estar outra coisa qualquer. Quando damos por nós, já estamos lá dentro. A faculdade de informática é no extremo Sul, o que dificulta a ida para lá, apesar de o campus em si ser muito perto da residência.


Os transportes são encantadoramente eficazes. O cartão da faculdade serve de passe para todos os transportes urbanos, para o semestre inteiro. Em quase todas as paragens há um painel electrónico com os tempos que faltam para cada eléctrico ou autocarro, e há sempre um quase a chegar que vai para onde queremos ir. A maior parte das carreiras funciona durante toda a noite, apesar de ter menos frequência. Continua a ser melhor do que não ter comboios de Lisboa para Cascais entre as 01h00 e as 05h00.


Ia falar dos nossos colegas de apartamento, mas acho que lhes vou dedicar um post inteiro. Eles merecem. Principalmente aqueles que não se vêem.

E prontos, assim concluímos a abertura oficial do tão aguardado blog. Vamos analisar as reacções do público, e principalmente as reacções dos participantes desta aventura, que não vão gostar nada dos factos chocantes que eu aqui revelo, e depois vemos se me deixam continuar. Até à próxima!